Maria
Conheça a Festa da Penha, a 3ª maior festa mariana do Brasil, celebrada nesta segunda, 13
por Thiago Zanetti em 13/04/2026 • Você e mais 46 pessoas leram este artigo Comentar
Tempo de leitura: 5 minutos
Todos os anos, milhares de fiéis sobem as ladeiras do Convento da Penha em Vila Velha, ES, movidos por algo que vai além da tradição. É fé viva. É história. É encontro com Deus.
A Festa da Penha é o maior evento religioso do Espírito Santo e a terceira maior festa mariana do Brasil. Com início sempre no Domingo de Páscoa, ela reúne romarias, missas e momentos de profunda devoção em honra a Nossa Senhora da Penha, padroeira do estado.
Em 2026, a celebração de Nossa Senhora da Penha acontece no dia 13 de abril, com missa campal de encerramento dos festejos, reunindo novamente milhares de fiéis no sítio histórico da Prainha, em Vila Velha, em um dos momentos mais marcantes da fé capixaba.
Mas afinal, o que torna essa festa tão especial?
Uma celebração que nasce da Páscoa
Diferente de muitas festas religiosas fixas no calendário, a Festa da Penha começa no Domingo de Páscoa. Isso não é por acaso.
A ressurreição de Cristo marca o início de um novo tempo, e é dentro desse contexto que a Igreja inicia o chamado oitavário, oito dias consecutivos de celebração intensa. Durante esse período, os fiéis são convidados a viver uma experiência profunda de fé, que culmina na segunda-feira seguinte, dia dedicado à padroeira.
Ou seja, a festa não é apenas um evento. É um caminho espiritual.
O coração da festa: o Convento da Penha
No alto de um penhasco, com vista para o mar, está o principal símbolo da devoção capixaba: o Convento da Penha. Erguido em 1558 por Frei Pedro Palácios, o santuário está a cerca de 154 metros de altura, tornando-se não apenas um marco espiritual, mas também um dos pontos mais emblemáticos da paisagem capixaba.
Mais do que um ponto turístico, ele é um lugar de peregrinação. É para lá que milhares de pessoas caminham, muitas vezes descalças, pagando promessas, agradecendo graças alcançadas ou simplesmente buscando um encontro com Deus por meio de Maria.
Cada passo carrega uma intenção. Cada subida, um gesto de fé.
As romarias: fé que se move
Um dos momentos mais marcantes da programação são as romarias. Entre elas, a mais conhecida é a Romaria dos Homens, que reúne mais de 1 milhão de fiéis todos os anos em uma caminhada noturna de oração, silêncio e propósito.
Mas não é só isso.
Há romarias de mulheres, jovens, ciclistas e famílias inteiras. Cada grupo expressa, à sua maneira, a mesma devoção. Isso transforma a cidade em um verdadeiro testemunho público de fé.
Uma tradição que atravessa séculos
A origem da Festa da Penha remonta ao século XVI, quando a devoção a Nossa Senhora começou a se espalhar na região. Desde então, a celebração cresceu, atravessou gerações e se consolidou como um dos maiores símbolos da identidade capixaba.
Não se trata apenas de religião. Trata-se de cultura, história e pertencimento.
Por que essa festa continua tão forte?
Em um mundo acelerado, onde tudo muda o tempo todo, a Festa da Penha permanece.
E o motivo é simples: ela responde a uma necessidade humana profunda. A busca por sentido, por esperança, por algo maior.
Ali, no meio da multidão, cada pessoa carrega sua própria história. Suas dores, seus pedidos, suas gratidões. E, de alguma forma, encontra consolo.
Mais do que tradição, uma experiência de fé
Participar da Festa da Penha não é apenas assistir a um evento religioso. É viver algo transformador.
É perceber que a fé ainda move pessoas. Que a devoção ainda une multidões. E que, mesmo após séculos, Maria continua conduzindo corações até Cristo.
Se você ainda não viveu essa experiência, talvez esteja aí uma oportunidade.
Não apenas de conhecer uma tradição.
Mas de encontrar um novo significado para a sua fé.

Por Thiago Zanetti
Copywriter, jornalista e escritor católico. Graduado em Jornalismo e Mestre em História Social das Relações Políticas, ambos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). É autor dos livros Beleza (UICLAP, 2025), Mensagens de Fé e Esperança (UICLAP, 2025), Deus é a resposta de nossas vidas (Palavra & Prece, 2012) e O Sagrado: prosas e versos (Flor & Cultura, 2012).
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