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5ª feira da 11ª Semana do Tempo Comum

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Antífona de entrada

Escutai, Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis, nem me abandoneis, ó Deus meu Salvador. (Cf. Sl 26, 7. 9)
Gradual Romano:
Exáudi, Dómine, vocem meam, qua clamávi ad te: adiútor meus esto, ne derelínquas me, neque despícias me, Deus salutáris meus. Ps. Dóminus illuminátio mea, et salus mea: quem timébo? (Ps. 26, 7. 9 et 1)

Vernáculo:
Escutai, Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis, nem me abandoneis, ó Deus meu Salvador. (Cf. MR: Sl 26, 7. 9) Sl. O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? (Cf. LH: Sl 26, 1)

Coleta

Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Eclo 48, 1-15


Leitura do Livro do Eclesiástico


1O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. 2Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. 3Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. 4Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? 5Tu, que levantaste um homem da morte e dos abismos, pela palavra do Senhor; 6tu, que precipitaste reis na ruína e fizeste cair do leito homens ilustres; 7tu, que ouviste censuras no Sinai e decretos de vingança no Horeb. 8Tu ungiste reis, para tirar vingança, e profetas, para te sucederem; 9tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, um carro de cavalos também de fogo, 10tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para reconduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó.

11Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! 12Nós também, com certeza, viveremos; mas, após a morte, não será tal o nosso nome. 13Apenas Elias foi envolvido no turbilhão, Eliseu ficou repleto do seu espírito. Durante a vida não temeu príncipe algum, e ninguém o superou em poder. 14Nada havia acima de suas forças, e, até já morto, seu corpo profetizou. 15Durante a vida realizou prodígios e, mesmo na morte, suas obras foram maravilhosas.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 96(97), 1-2. 3-4. 5-6. 7 (R. 12a)


℟. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!


— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. ℟.

— Vai um fogo caminhando à sua frente e devora ao redor seus inimigos. Seus relâmpagos clareiam toda a terra; toda a terra ao contemplá-los estremece. ℟.

— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. ℟.

— “Os que adoram as estátuas se envergonhem e os que põem a sua glória nos seus ídolos; aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!” ℟.


https://youtu.be/zwSyY1JafP0
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8, 15bc) ℟.

Evangelho — Mt 6, 7-15


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Benedícam Dóminum, qui mihi tríbuit intelléctum: providébam Deum in conspéctu meo semper: quóniam a dextris est mihi, ne commóvear. (Ps. 15, 7. 8)

Vernáculo:
Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. (Cf. LH: Sl 15, 7. 8)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, com estes dons alimentais nossa vida e a renovais pelo sacramento. Concedei, nós vos pedimos, que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida. (Cf. Sl 26, 4)

Ou:


Pai santo, guarda-os em teu nome, aqueles que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor. (Cf. Jo 17, 11)
Gradual Romano:
Unam pétii a Dómino, hanc requíram: ut inhábitem in domo Dómini ómnibus diébus vitae meae. (Ps. 26, 4; ℣. Ps. 26, 1a. 1b. 2ab. 3ab. 9ab. 9cd. 11. 13. 14)

Vernáculo:
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida. (Cf. MR: Sl 26, 4)

Depois da Comunhão

Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 18/06/2026


A grandeza do pai-nosso


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus…”.

A oração do pai-nosso, da qual nos fala Cristo no Evangelho de hoje, é a mais excelente de todas as preces cristãs devido, entre outras coisas, às suas cinco qualidades principais. Primeiro, pela confiança que inspira a quem reza, por ser uma oração de origem divina, instituída pelo próprio Filho encarnado, e nada pode dar mais segurança ao nosso coração do que dirigir a Deus as palavras que Ele mesmo quer ouvir: “Vós deveis rezar assim”. Segundo, pela retidão do que nela pedimos, que são apenas as graças que mais convêm à nossa santificação e salvação: “Vosso Pai sabe do que precisais”. Terceiro, pela ordem com que nela manifestamos a Deus os nossos desejos e, portanto, a devida subordinação dos nossos afetos ao que é mais importante, que é a glória de Deus: “Santificado seja o teu nome”. Quarto, pela devoção que estimula, e isto em razão de sua brevidade: “Não useis muitas palavras”, e da caridade que desde o início a motiva, primeiro a Deus: “Pai” e depois ao próximo: “nosso”. Quinto, pela humildade de suas palavras, já que nos eleva o olhar desde o princípio ao Pai “que estás nos céus”, muito acima das nuvens e das estrelas. O pai-nosso, porém, não é oração mais perfeita apenas sob estes títulos, mas também por causa do seu fim sublime, que é, primariamente, glorificar a Deus: “Santificado seja o teu nome” e, secundariamente, impetrar a vida eterna: “Venha o teu Reino”. Por último, é o pai-nosso a mais excelente de todas as orações cristãs pelos meios que põe à disposição do fiel para alcançar este fim, a saber: a) o crescimento no mérito da virtude: “Seja feita a tua vontade”; b) os auxílios naturais e sobrenaturais necessários à vida cristã: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”; c) a remissão das culpas: “Perdoa as nossas ofensas”; d) a superação das tentações internas e externas: “Não nos deixes cair em tentação”; e) e a proteção contra os males espirituais e, quando oportuno, também os físicos ou naturais: “Mas livra-nos do mal”. Vemos por tudo isso com que amor, com que recolhimento, com que devoção e agradecimento devemos rezar o pai-nosso, um verdadeiro dom descido do céu, entregue por Deus pelos lábios de Nosso Senhor aos que Ele deseja ver um dia, unidos ao coro dos anjos, cantando eternamente: “Santificado seja o teu nome”!

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Diária | “Pai nosso, que estais nos céus” (Quinta-feira da 11ª Sem. Tempo Comum - 18/06/26)

Quando rezamos o Pai-Nosso, talvez não nos demos conta da profundidade das palavras que pronunciamos. Ao chamar Deus de Pai, professamos nossa filiação divina em Cristo e renovamos a esperança da herança eterna que nos foi prometida. E, ao dizer que Ele está nos Céus, recordamos que Deus deseja habitar desde já em nossa alma pela graça.Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 18 de junho, e aprofunde-se no grande tesouro que Jesus colocou nos lábios de todo cristão.


https://youtu.be/ZjRfr-8n4LM

Santo do dia 18/06/2026

São Gregório Barbarigo, Bispo (Memória Facultativa)
Local: Pádua, Itália
Data: 18 de Junho † 1697


Gregório passou cedo por sofrimentos, quando, com apenas dois anos, perdeu sua mãe por causa da peste. Seu pai, senador da República de Veneza, - onde o futuro santo nasceu em 1625 - o enviou, em 1643, com o embaixador veneziano, Alvise Contarini, a Münster, Alemanha, onde estava em andamento o plano de Paz Westfália, que colocaria um ponto final na sangrenta Guerra dos Trinta Anos. Ali, deu-se um acontecimento decisivo para a vida do jovem Gregório: o encontro com o Cardeal Fábio Chigi, futuro Papa Alexandre VII.

Ao terminar seus estudos em Pádua, com 30 anos, Gregório tornou-se sacerdote. Alexandre VII convocou-o a Roma e, com o surto da peste, confiou-lhe a coordenação da assistência aos doentes, cujo encargo assumiu e realizou com muito amor e dedicação.

A confiança que o Papa Alexandre VII mantinha em Gregório, foi reconfirmada com a sua nomeação, em 1657, como guia da diocese de Bergamo. Após alguns anos, em 1664, foi-lhe confiada também a diocese de Pádua. Seu “estilo” de vida, em ambos os casos, era inspirado em São Carlos Borromeu, que, para ele, foi um modelo: antes de tudo, Gregório vendeu todos os seus bens para ajudar os pobres.

Gregório Barbarigo visitou cada uma das paróquias das suas dioceses: prestou assistência aos moribundos; difundiu a imprensa católica entre o povo; hospedava-se nas casas dos pobres. Durante o dia, ensinava catecismo às crianças e, à noite, se dedicava à oração. Em seu coração, a formação dos sacerdotes ocupava uma posição central, com a qual se comprometia, profundamente, no Seminário de Pádua, considerado um dos melhores da Europa.

Outro aspecto importante da missão de São Gregório Barbarigo foi a reunificação com as Igrejas Orientais.
Após seu ministério episcopal em Bergamo e antes de começar sua missão em Pádua, Gregório quis passar mais um tempo em Roma.

Em 1658, foi criado Cardeal pelo Papa Alexandre VII. Naqueles anos, participou de vários Conclaves e Inocêncio XI o escolheu como Conselheiro. Assim, Gregório trabalhou para a reunificação com as Igrejas Orientais. Era muito estimado pelos Papas e amado pelo povo.

São Gregório Barbarigo faleceu em Pádua, em 1697, e foi beatificado em 1761. Sua santificação deu-se em 1960, pelo Papa João XXIII, natural da província de Bergamo, que, anos antes, foi um dos signatários em seu processo de Canonização.

Fonte: vaticannews.va

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil