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14º Domingo do Tempo Comum

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Antífona de entrada

Recebemos, Senhor, vossa misericórdia no meio do vosso templo. Como vosso nome, ó Deus, assim vosso louvor ressoa até os confins da terra;vossa destra está cheia de justiça. (Cf. Sl 47, 10-11)
Gradual Romano:
Suscépimus, Deus, misericórdiam tuam in médio templi tui: secúndum nomen tuum Deus, ita et laus tua in fines terrae: iustítia plena est déxtera tua. Ps. Magnus Dóminus et laudábilis nimis: in civitáte Dei nostri, in monte sancto eius. (Ps. 47, 10. 11 et 2)

Vernáculo:
Recebemos, Senhor, vossa misericórdia no meio do vosso templo. Como vosso nome, ó Deus, assim vosso louvor ressoa até os confins da terra;vossa destra está cheia de justiça. (Cf. MR: Sl 47, 10-11) Sl. Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora. Seu monte santo, esta colina encantadora. (Cf. LH: Sl 47, 2. 3a)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Ó Deus, pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, dai-nos uma santa alegria, para que, livres da servidão do pecado, cheguemos à felicidade eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Zc 9, 9-10


Leitura da Profecia de Zacarias


Assim diz o Senhor: 9“Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta.  10Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até aos confins da terra”. 

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 144(145), 1-2. 8-9. 10-11. 13cd-14 (R. 1b)


℟. Bendirei, eternamente, vosso nome, ó Senhor!


— Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. ℟.

— Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. ℟.

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! ℟.

— O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. ℟.


https://youtu.be/LwvmJdYnpn0

Segunda Leitura — Rm 8, 9. 11-13


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos: 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.

11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.  12Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. 13Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra; os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas! (cf. Mt 11, 25) ℟.

Evangelho — Mt 11, 25-30


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: 25“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.  28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.

Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Populum húmilem salvum fácies, Dómine, et óculos superbórum humiliábis: quóniam quis Deus praeter te, Dómine? (Ps. 17, 28. 32)

Vernáculo:
Pois salvais, ó Senhor Deus, o povo humilde, mas os olhos dos soberbos humilhais. Quem é deus além de Deus nosso Senhor? (Cf. LH: Sl 17, 28. 32a)

Sobre as Oferendas

Fazei, Senhor, que este sacrifício celebrado em honra do vosso nome, nos purifique e nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Provai e vede quão suave é o Senhor.Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Cf. Sl 33, 9)

Ou:


Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos darei descanso, diz o Senhor. (Mt 11, 28)
Gradual Romano:
Gustáte et vidéte, quóniam suávis est Dóminus: beátus vir, qui sperat in eo. (Ps. 33, 9; ℣. Ps. 33, praeter ℣. 9)

Vernáculo:
Provai e vede quão suave é o Senhor.Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Cf. MR: Sl 33, 9)

Depois da Comunhão

Nós vos pedimos, Senhor, que, enriquecidos por essa tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 05/07/2026


Humildade e mansidão: dois caminhos para amar


Muitas são as vezes que soberbamente nos colocamos acima de Deus ou que, por nossas irritações, ferimos os irmãos. Ao ver tais fraquezas, o Senhor nos diz: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.

Nos últimos domingos, começamos a ler o capítulo 10 do Evangelho de Mateus. Jesus escolheu doze Apóstolos e os enviou em missão, não sem antes lhes dizer como se haviam de comportar e o que lhes havia de suceder.

No Evangelho de hoje, capítulo 11, os Apóstolos voltam da missão e relatam a Jesus o resultado da obra. O Senhor, vendo aquela colheita — lembrando que Ele dissera: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários” e “A colheita é grande, mas os operários são poucos” —, prorrompe num hino de louvor: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra”.

Primeiro, vemos Jesus rezar. Ele nos convidara à oração; depois rezou antes de escolher os Doze; agora louva o Pai. Sendo o Filho unigênito, feito homem, convinha-lhe submeter-se ao Pai: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra”.

O início dessa oração faz eco à bênção judaica: Barukh ata Adonai Elohein — “Bendito seja o Senhor”. No grego, o verbo usado é ξομολογέω, que significa confessar. Mas aqui o sentido é: “Eu te louvo, ó Pai”.

O verbo confessar pode ter três sentidos: confessar a fé (professar), confessar os pecados e confessar a Deus, isto é, louvá-lo por suas obras. Aqui Jesus louva o Pai por ter escondido essas coisas aos sábios segundo a carne e revelado aos pequeninos.

Quem quiser compreender Deus apenas com o próprio engenho humano jamais o conhecerá. Para penetrar no mistério divino é preciso ser pequeno. É às “criancinhas” que Deus se revela. Por isso fé e humildade caminham juntas.

Humildade é pôr-se diante da infinita majestade de Deus. O próprio Jesus se apresenta como exemplo: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

A alma humana de Jesus reconhece o abismo entre Deus e a criatura. É o exemplo supremo de humildade. Quantos, porém, querem colocar Deus no banco dos réus! A soberba repete o gesto de Lúcifer, que quis ser superior a Deus.

Na prática, Deus não pode ser dominado pela mente humana. Não podemos conhecê-lo de modo exaustivo. Sabemos que Ele é bom; o que não compreendemos se deve à nossa limitação, não à falta de bondade divina. Deus resiste aos soberbos, mas se dá aos humildes.

Um conselho prático: humilhai-vos sempre diante de Deus. Quantos, diante de sofrimentos, cedem à tentação de perguntar: “Onde estava o teu Deus?”. Não se coloca Deus no banco dos réus. Antes, inclinemos a cabeça e adoremos.

Primeira atitude: humildade e adoração. “Ele me ama mais do que eu amo a mim mesmo. Ele é sábio; eu, ignorante. Ele é bom; eu, desconfiado.”

Passemos ao segundo ponto: “Aprendei de mim, que sou manso de coração”. Diante de Deus, Jesus é humilde; diante de nós, é manso.

Mansidão é o coração que não se revolta diante das contrariedades. Santo Isidoro explicava que mansuetus vem de manu adsuetus, o animal acostumado à mão do dono. O coração manso é o que aprendeu a carregar a cruz sem violência.

Seremos sempre contrariados. Na família, no trabalho, na convivência diária. A família, sabiamente vivida, é escola de virtudes.

Jesus viveu isso em Nazaré. Durante anos suportou com paciência os conterrâneos que depois não creriam nele. A cruz heroica do Calvário foi precedida por anos de mansidão cotidiana.

O próximo é escola de mansidão. Não significa passividade, mas domínio de si. Se quisermos amar, não podemos viver centrados em nós mesmos.

Em síntese, trata-se de viver os dois grandes mandamentos, que se resumem no amor. O amor a Deus começa pela humildade; o amor ao próximo exige mansidão.

“Se não fordes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”. E ainda: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

A quem Ele revela? “Vinde a mim todos vós que estais cansados… tomai sobre vós o meu jugo… aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

Que esse seja o nosso caminho: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, por amor a Deus.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 05/07/2026

Santo Antônio Maria Zaccaria, Presbítero (Memória Facultativa)
Local: Cremona, Itália
Data: 05 de Julho † 1539


Antônio Maria foi o fundador da congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas.

Nascido em Cremona em fins de 1502, foi Santo Antônio Maria Zaccaria um dos grandes a lutar pela restauração da santa Igreja na Itália, antes do concílio de Trento.

Órfão de pai em tenra idade, graças ao valor, à coragem da mãe, viúva aos dezoito anos, pode estudar. Em Pavia, cursou filosofia e, em Pádua, medicina, em que se doutorou.

Principiava, então, a rebelião contra Roma, comandada por Lutero.

Formado, de volta a Cremona, com vinte e dois anos, logo se sentiu Antônio Maria atraído para o rude trabalho de cuidar das almas. E, ao mesmo tempo que exercia a medicina, deu-se com todo o afinco à teologia.

Na pequena igreja de São Vital, perto da casa em que vivia com a mãe, reunia alguns meninos, e, muito docemente, principiou a ministrar-lhes aulas de catecismo. A pouco e pouco, foi-lhe invadindo a alma o desejo de somente procurar as coisas de Deus: em 1528, totalmente tomado por aquele afã, era ordenado padre.

Em 1530, estava em Milão. Ali, com dois jovens, aos quais se ligaria por sólida amizade, membros duma sociedade chamada da Sabedoria Eterna, Tiago Antônio Morigia e Bartolomeu Ferrari, Zaccaria iria lançar os fundamentos dos clérigos regulares, ou seja, de padres que teriam uma regra e votos, mas que não seriam monges nem irmãos, mas pregadores e administradores dos sacramentos.

Que escôpo primordial teve a congregação que triunfaria sem peias? Era um contra-ataque à propaganda luterana.

Em 1533, no dia 18 de fevereiro, assinava o papa Clemente VII um breve que aprovava a sociedade dos clérigos regulares, e, no ano seguinte, Antônio Maria dava aos irmãos o hábito de religião, que é o traje ordinário dos padres seculares.

Paulo III, a 24 de julho de 1535, nomeou-os clérigos regulares de São Paulo, clérigos que o povo logo passou a chamar paulinos.

Luisa Torelli, condessa de Guastalla, desde 1530 que agrupara em Milão algumas moças e senhoras para levar, por amor de Deus, vida singela e penitente. Aquelas moças e senhoras grandemente auxiliaram Zaccaria no mister que se propusera. Dali nasceram as Angélicas, outra fundação do santo médico.

Estabelecidos mais tarde na igreja de São Barnabé de Milão, os paulinos começaram a responder pelo nome de barnabitas.

Paulatinamente, crescia a congregação, e, com as constituições revistas por São Carlos Borromeu, em 1537, assentou-se definitivamente.

Antônio Maria, na qualidade de fundador, era o superior geral. Morigia, porque o Santo queria levar mais longe o nome da sociedade, como missionário, eleito em 1536, tomou a seu cargo a administração.

Em Vicência, Zaccaria adoeceu gravemente. Obrigado a voltar para Cremona, abatido e fraco, encontrou a mãe alarmada, toda banhada em lágrimas. O Santo sorriu-lhe. Olhou-a muito ternamente: - Ah, doce mãe! exclamou. Não chores mais! Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna, onde espero entrar agora!

No dia 5 de julho de 1539, falecia o bom fundador, às três horas, justamente no momento em que se iniciavam as vésperas da oitava dos santos Apóstolos. Ia-se para Deus com apenas trinta e seis anos.

A causa da beatificação do pai dos barnabitas foi introduzida quando se assentava na Cátedra de Pedro o papa Pio VI, em 1806. A heroicidade das virtudes foi proclamada em 1849, sob Pio IX, e, a 27 de maio de 1897, era Antônio Maria Zaccaria elevado às honras dos altares, tendo o nome inscrito no catálogo dos santos. Célebre pelos milagres, veneram-lhe o corpo na igreja de São Barnabé de Milão.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

Santo Antônio Maria Zaccaria, rogai por nós!


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