5ª feira da 12ª Semana do Tempo Comum
Antífona de entrada
Dóminus fortitúdo plebis suae, et protéctor salutárium Christi sui est: salvum fac pópulum tuum, Dómine, et bénedic hereditáti tuae, et rege eos usque in saéculum. Ps. Ad te Dómine clamábo, Deus meus ne síleas a me: nequándo táceas a me, et assimilábor descendéntibus in lacum. (Ps. 27, 8. 9 et 1)
Vernáculo:
O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu Ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos. (Cf. MR: Sl 27, 8. 9) Sl. A vós eu clamo, ó Senhor, ó meu rochedo, não fiqueis surdo à minha voz! Se não me ouvirdes, eu terei a triste sorte dos que descem ao sepulcro! (Cf. LH: Sl 27, 1)
Coleta
Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — 2Rs 24, 8-17
Leitura do Segundo Livro dos Reis
8Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9E ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito. 10Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a cidade foi sitiada. 11Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam.
12Então Joaquim, rei de Judá, apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros.
Isto aconteceu no oitavo ano do seu reinado. 13Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia anunciado. 14Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e serralheiros; só deixou a população mais pobre do país.
15Deportou Joaquim para a Babilônia, e do mesmo modo exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei, seus eunucos e todos os nobres do país. 16Todos os homens fortes, num total de sete mil, os ferreiros e os serralheiros em número de mil, todos os homens capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio pelo rei da Babilônia. 17E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 78(79), 1-2. 3-5. 8-9 (R. 9b)
℟. Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!
— Invadiram vossa herança os infiéis, profanaram, ó Senhor, o vosso templo, Jerusalém foi reduzida a ruínas! Lançaram aos abutres como pasto os cadáveres dos vossos servidores; e às feras da floresta entregaram os corpos dos fiéis, vossos eleitos. ℟.
— Derramaram o seu sangue como água em torno das muralhas de Sião, e não houve quem lhes desse sepultura! Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, um objeto de desprezo e zombaria para os povos e àqueles que nos cercam. Mas até quando, ó Senhor, veremos isto? Conservareis eternamente a vossa ira? Como fogo arderá a vossa cólera? ℟.
— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados! ℟.
℣. Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.
Evangelho — Mt 7, 21-29
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? 23Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.
24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Perfice gressus meos in semitis tuis, ut non moveantur vestigia mea: inclina aurem tuam, et exaudi verba mea: mirifica misericordias tuas, qui salvos facis sperantes in te, Domine. (Ps. 16, 5. 6. 7)
Vernáculo:
Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós, Senhor. (Cf. LH: Sl. 16, 5. 6. 7)
Sobre as Oferendas
Acolhei, Senhor, nós vos pedimos, este sacrifício de louvor e de reconciliação e fazei que, por ele purificados, vos ofereçamos o afeto de um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Ou:
Eu sou o bom Pastor. Eu dou minha vida pelas ovelhas, diz o Senhor. (Jo 10, 11. 15)
Quod dico vobis in tenebris,dicite in lumine, dicit Dominus: et quod in aure auditis, predicate super tecta. (Mt. 10, 27; ℣. Ps. 33; p. 472)
Vernáculo:
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados (Cf. Bíblia CNBB: Mt 10, 27)
Depois da Comunhão
Renovados pelo alimento do precioso Corpo e Sangue do vosso Filho, imploramos vossa misericórdia, Senhor: dai-nos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que celebramos fielmente.
Homilia do dia 25/06/2026
As boas obras precisam de reta intenção
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Com o Evangelho de hoje, Jesus conclui o magnífico Sermão da Montanha chamando-nos a pôr em prática as palavras maravilhosas que Ele acaba de nos ensinar. E nos adverte: “Não é quem diz: ‘Senhor, Senhor’ que vai entrar no reino dos céus, mas o que ouve essa palavra e a coloca em prática”, e faz uma comparação com a casa construída sobre a rocha.
Para bem interpretar esse Evangelho, é necessário compreender que a dificuldade aqui não está tanto em ter carismas (milagres, o poder de expulsar demônios etc.) ou nas obras externas, nas quais se realiza e se faz algo concreto.
A oposição não está aqui; na realidade, está na caridade do coração. Essa é a chave de leitura com a qual realmente se pode compreender em profundidade o que Jesus está dizendo.
Para conseguir ler esse Evangelho, eu gostaria de chamar a atenção para uma coisa que nos diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 13. São Paulo diz assim: “Ainda que eu fale a língua dos anjos, se eu não tiver caridade, de nada adianta. Ainda que eu dê os meus bens e venda tudo aos pobres, se eu não tiver caridade, de nada adianta. Se eu lançar o meu corpo às chamas, se eu não tiver caridade, de nada adianta”. O que São Paulo está dizendo, em seu núcleo, é que o amor ardente por Deus é a razão de ser de tudo.
De fato, se você reparar bem, o problema parece dividir-se em duas realidades: os cristãos que fazem as coisas certas, mas sem caridade no interior do coração, e os que fazem as coisas certas com caridade no coração. Essa é a rocha firme sobre a qual nós construímos a nossa casa.
Perceber isso é necessário para não cairmos numa discussão estéril entre aquelas pessoas que enfatizam os carismas, os milagres e a expulsão do demônio, e aquelas pessoas que enfatizam as práticas sociais e a importância de “colocar em prática” a nossa fé.
Esse tipo de abordagem — que é uma forma de dicotomia — não é exatamente o que Jesus tem em mente aqui. Jesus nos está advertindo realmente para pôrmos em prática as suas palavras, sim, mas porque as suas palavras infundem em nosso coração a caridade; logo, não adianta fazer a coisa certa com a intenção errada.
Jesus advertiu, durante todo o Sermão da Montanha, com relação à hipocrisia, ou seja, os hipócritas fazem as coisas certas, mas as fazem simplesmente como personagens de teatro. É o amor que faz verdadeiramente a conversão.
Aqui nos encontramos realmente diante do grande desafio da nossa vida espiritual: depois que já estamos num processo de conversão e fazendo as coisas certas, precisamos começar a fazê-las pelas razões certas.
Por exemplo: antes você não ia à igreja, agora começou a ir à igreja. Mas por que você vai à igreja? É por amor a Deus, verdadeiramente? Ou é por moralismo, por vaidade, por exibicionismo ou por interesse? Infelizmente, isso é possível. É sempre possível viciar uma obra boa com uma intenção má.
Ouçamos, pois, Nosso Senhor: “Aquele que ouve a minha palavra e a coloca em prática”. Essa frase se refere a todo o Sermão da Montanha e precisa ser interpretada nesse contexto amplo, sabendo que de nada adianta fazermos boas obras sem ter um verdadeiro amor a Deus.
Deus abençoe você!
Santo do dia 25/06/2026
São Guilherme, Abade (Memória Facultativa)
Local: Itália
Data: 25 de Junho † 1142
São Guilherme nasceu em Vercelli no ano de 1085. Foi o fundador do mosteiro de Montevirginia (1119). Piemontês, perdeu os pais quando bem jovem ainda. Aos catorze anos, fez uma peregrinação a São Tiago de Compostela. Em 1106, achava-se em Melfi, na Itália meridional.
Iletrado, mas dono de extraordinária memória, aprendeu, de cor, o salmo CIX, adquirindo, daí por diante, maravilhoso, surpreendente conhecimento da Escritura santa.
De 1108 a 1109, vivendo no Monte Solicoli, ali levou vida de penitente, em companhia de um velho soldado. Desde que, miraculosamente, restituiu a vista a um cego, tornou-se célebre, sendo procurado com insistência. Deixou, então, o Monte Solicoli, indo refugiar-se ao lado de um santo homem, que se chamava João, o de Pulsano. Pouco mais tarde, tomado pelo grande desejo de ir a Jerusalém, deixou o amigo. Mas, assaltado por ladrões, entre Tarento e Otrante, desistiu do intento, pensando que Deus o queria na Itália mesma.
Foi assim que, não longe de Avelino, no Monte Virgiliano, agora Montevirginia, São Guilherme se estabeleceu, propondo-se levar vida eremítica. Muita gente, porém, sequiosa de coisas de Deus, ali afluiu, procurando o santo homem, para com ele viver.
Em 1124, o bispo de Avelino consagrava uma igreja que se dedicou a Nossa Senhora. E no Montevirginia a vida tornou-se de grande austeridade: três dias por semana, todos deviam contentar-se tão só com verdura e pão. E as populações dos arredores passaram a ser evangelizadas.
O rei Rogério II de Nápoles, que admirava a inteligência e a prudência de São Guilherme, desejou-o ao seu lado, fazendo-o conselheiro. E as virtudes que o ornavam, ao Santo só serviram para atrair inimigos, e inimigos mortais.
Para perdê-lo, acordaram, certa vez, em lançar-lhe uma cortesã, por todos considerada irresistível, que, procurando seduzi-lo, recebeu o mais incrível dos convites, qual seja o de ambos se deitarem num leito de carvões enrubecidos ao máximo.
A belíssima cortesã ficou aterrada. E antes que pudesse pensar numa resposta, viu o santo abade dirigir-se aos carvões da chaminé do aposento em que se encontravam e nele estender-se com a maior confiança, com uma calma aterradora.
Tocada, a mulher pôs-se a chorar sentidamente, meditando no mal que ia fazer a um santo. E, admirada de que nada lhe sucedesse, pedindo perdão converteu-se. Logo mais, contritamente, tomava o véu.
São Guilherme faleceu em 1142, na mais célebre das suas fundações: São Salvador do Goleto.
Em 1785, Pio VI estendeu-lhe o culto por todo o mundo católico. Dos numerosos mosteiros que o santo abade estabeleceu, resta somente o de Montevirginia. Ali, o santuário, com a imagem da Virgem, é lugar de frequentíssimas peregrinações. A Nossa Senhora de São Guilherme é grandemente venerada, principalmente pelos camponeses da região.
Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.
São Guilherme, rogai por nós!


