Liturgia indisponível
Antífona de entrada
Exaudi, Domine,vocem meam, qua clamavi ad te: adiutor meus esto, ne derelinquas me, neque despicias me, Deus salutaris meus. Ps. Dominus illuminatio mea et salus mea: quem timebo? (Ps. 26, 7. 9 et 1)
Vernáculo:
Escutai, Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis, nem me abandoneis, ó Deus meu Salvador. (Cf. MR: Sl 26, 7. 9) Sl. O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? (Cf. LH: Sl 26, 1)
Coleta
Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Benedicam Dominum qui mihi tribuit intellectum. Providebam Deum in conspectu meo semper: quoniam a dextris est mihi ne commovear. (Ps. 15, 7. 8)
Vernáculo:
Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. (Cf. LH: Sl 15, 7. 8)
Sobre as Oferendas
Ó Deus, com estes dons alimentais nossa vida e a renovais pelo sacramento. Concedei, nós vos pedimos, que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Ou:
Pai santo, guarda-os em teu nome, aqueles que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor. (Cf. Jo 17, 11)
Unam petii a Domino, hanc requiram: ut inhabitem in domo Domini omnibus diebus vitae meae. (Ps. 26, 4; ℣. Ps. 26, 1a. 1b. 2ab. 3ab. 9ab. 9cd. 11. 13. 14; p.294)
Vernáculo:
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida. (Cf. LH: Sl 26, 4)
Depois da Comunhão
Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 17/06/2026
Oculto no coração do Pai
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Fiquem atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai, que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas. Em verdade, eu vos digo, eles já receberam a vossa recompensa. Do contrário, quando deres esmola, a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.” (Mt 6,1-6.16-18)
Tem um termo usado aqui, que inclusive está muito na moda no mundo de hoje, Kryptós. Que quer dizer escondido, oculto ou secreto. As tecnologias de comunicação do mundo moderno usam a chamada criptografia. Você já ouviu falar nisso, para troca de informações. A criptografia é a prática de proteger informações. Transformando os dados legíveis em um formato codificado e ilegível, garantindo a confidencialidade e a integridade.
O perigo na exposição do próximo
O problema é que o ser humano, corrompido pelo pecado, tem, de certo modo prazer em expor a intimidade do seu semelhante. Assim, denegrindo a sua imagem perante a sociedade. Quantas vezes nós quebramos as criptografias, os segredos, rompemos a confidencialidade de informações sobre alguém. Quantas vezes nós não somos capazes de zelar pela boa fama dos nossos irmãos e disseminando informações falsas e caluniosas a respeito de uma pessoa.
O Evangelho de hoje nos reorienta para a relação que o Pai do Céu quer ter conosco, uma relação de intimidade criptografada, livre de toda interferência externa que possa, de alguma forma, prejudicá-la. Ninguém precisa saber das tuas orações, da tua esmola, do teu jejum, só Deus tem interesse nisso.
O oculto e a pedagogia de Jesus
Vamos romper com toda a forma de exibicionismo espiritual que rouba a nossa relação de intimidade com Deus. Jesus sempre optou pelo estilo criptografado, transmitindo a sua mensagem do reino, codificando através das parábolas.
Suas ações que só eram compreendidas por quem tinha proximidade com Ele. Jesus não expôs Zaqueu, Levi, o jovem rico, a mulher adúltera, a samaritana, Nicodemos e tantos outros encontros que teve com várias pessoas.
Existe um lugar, o texto fala de um quarto, como diz o Evangelho, onde só Deus quer se encontrar a sós comigo e com você, para que dessa comunhão nós sejamos transformados. Então, cultive no segredo da tua intimidade com Deus a sua relação com Ele, para que depois tudo isso transborde no amor às pessoas.
Sobre todos vós desça a pensão do Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Santo do dia 17/06/2026
Beato José Maria Cassant, Presbítero (Memória Facultativa)
Local: Casseneuil, França
Data: 17 de Junho † 1903
José Maria Cassant nasceu no dia 6 de Março de 1878 na localidade de Casseneuil (França), no seio de uma família de arboricultores. Estudou no colégio dos Irmãos de São João Baptista de la Salle, com dificuldades crescentes em virtude da falta de memória.
Tendo recebido uma sólida educação cristã, aumentava nele um profundo desejo de se tornar sacerdote. Assim, no dia 5 de Dezembro de 1894 entrou na abadia cisterciense de Santa Maria do Deserto, na Diocese de Tolosa.
Contemplando Jesus na sua Paixão, o jovem monge deixava-se impregnar pelo amor de Cristo. Consciente das suas lacunas e debilidades, confiava única e totalmente em Jesus, que era a sua força.
Pronunciou os votos perpétuos na solenidade da Ascensão e começou a preparação definitiva para o sacerdócio, que considerava em função da Eucaristia, em que Cristo Salvador se entrega inteiramente aos homens, e em cujo Coração traspassado na cruz, recebe todos os que a Ele recorrem com confiança. José Maria recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 12 de Outubro de 1902.
Atingido pela tuberculose, o jovem presbítero só revelou os seus sofrimentos quando já não os podia esconder, oferecendo-os sempre por Cristo e pela Igreja e meditando assiduamente sobre a Via-Sacra do Salvador.
No leito de morte, afirmou: "Quando não poderei mais celebrar a Santa Missa, Jesus poderá levar-me deste mundo". O Padre José Maria faleceu na madrugada do dia 17 de Junho de 1903, com apenas 25 anos de idade, dos quais 16 transcorridos na discrição em Casseneuil e 9 no claustro de um mosteiro, dedicando-se às coisas mais simples: oração, estudo e trabalho.
Coisas ordinárias, porém, que ele soube viver de maneira extraordinária, com uma generosidade incondicional. Por isso, a mensagem do Padre José Maria é muito actual: num mundo em que reina a desconfiança, que muitas vezes é vítima do desespero, mas que é sequioso de amor e de ternura, a sua vida pode ser uma resposta para quem, sobretudo entre os jovens, se põe em busca de um sentido para a sua vida.
João Paulo II reconheceu a heroicidade das suas virtudes no dia 19 de Junho de 1984.
Fonte: vatican.va
Beato José Maria Cassant, rogai por nós!


