Evangelização
Os 7 pecados mais cometidos na Quaresma, e que quase ninguém percebe
por Thiago Zanetti em 23/02/2026 • Você e mais 109 pessoas leram este artigo Comentar
Tempo de leitura: 4 minutos
A Quaresma é um tempo forte de conversão, oração e penitência. Mas existe um perigo silencioso: viver os 40 dias apenas na aparência. Cumprir práticas externas, mas manter o coração distante.
O Catecismo da Igreja Católica ensina: “A conversão é antes de tudo uma obra da graça de Deus que reconduz nossos corações a ele: ‘Converter-nos a ti, Senhor, e nos converteremos’ (Lm 5,21)”, primeiramente, obra da graça de Deus que faz voltar a Ele os nossos corações” (CIC 1432). Ou seja, não basta mudar o comportamento externo, é preciso mudança interior.
A seguir, veja 7 pecados comuns na Quaresma que muitos cometem sem perceber.
1. Viver a Quaresma apenas como tradição
Fazer jejum porque sempre fez, ir à missa porque é costume, mas sem intenção real de conversão. Quando a prática perde o sentido espiritual, ela se esvazia. A Quaresma não é calendário, é decisão.
2. Jejuar da comida, mas não do pecado
Muitos deixam carne, doces ou refrigerante, mas continuam cultivando orgulho, impaciência, fofoca e rancor. O profeta Isaías já alertava: o jejum que agrada a Deus é aquele que rompe com a injustiça e o pecado (cf. Is 58, 6-7).
O Catecismo reforça que a penitência deve estar ligada à conversão do coração (CIC 1430). Se o pecado continua intocado, o jejum se torna superficial.
3. Comparar a própria penitência com a dos outros
“Eu estou fazendo mais.” “Fulano não está levando a sério.” Essa comparação revela soberba. A Quaresma é pessoal. É entre você e Deus. Competição espiritual é vaidade disfarçada de zelo.
4. Fazer penitência para aparecer
Publicar cada sacrifício, comentar cada renúncia, buscar reconhecimento. Jesus foi claro: “Quando jejuardes, não fiqueis de rosto triste como os hipócritas” (Mt 6,16). A penitência exibida perde seu valor espiritual.
5. Adiar a confissão
Muitos passam a Quaresma inteira sem se confessar. Deixam para a última semana, ou simplesmente não vão. No entanto, o Catecismo afirma: “Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja” (CIC 1422).
A Quaresma é tempo privilegiado de reconciliação. Ignorar isso é desperdiçar graça.
6. Desanimar diante das quedas
Cair durante a Quaresma não é o maior problema. O maior erro é desistir. A conversão é processo. O próprio Catecismo lembra que o caminho da conversão é contínuo, não instantâneo (cf. CIC 1428).
Quem cai e se levanta vive a Quaresma de forma autêntica.
7. Não praticar a caridade
A Quaresma tem três pilares: oração, jejum e esmola. Focar apenas no sacrifício pessoal e esquecer a caridade é distorcer o espírito quaresmal. Conversão verdadeira sempre se traduz em amor concreto ao próximo.
O verdadeiro risco da Quaresma
O maior pecado quaresmal é passar pelos 40 dias sem deixar que Deus transforme o coração.
A Igreja ensina que a conversão envolve “uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal e repugnância às más obras que cometemos” (CIC 1431). Isso exige sinceridade.
A pergunta não é se você está cumprindo práticas externas. A pergunta é: seu coração está mudando?
A Quaresma não foi feita para impressionar ninguém. Foi feita para salvar sua alma.

Por Thiago Zanetti
Jornalista, copywriter e escritor católico. Graduado em Jornalismo e Mestre em História Social das Relações Políticas, ambos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). É autor dos livros Beleza (UICLAP, 2025), Mensagens de Fé e Esperança (UICLAP, 2025), Deus é a resposta de nossas vidas (Palavra & Prece, 2012) e O Sagrado: prosas e versos (Flor & Cultura, 2012).
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