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4ª feira da 4ª Semana do Tempo Comum

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Antífona de entrada

Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e do meio das nações nos congregai, para ao vosso nome agradecer e para termos nossa glória em vos louvar! (Sl 105, 47)
Gradual Romano:
Laetetur cor quaerentium Dominum: quaerite Dominum, et confirmamini: quaerite faciem eius semper. Ps. Confitemini Domino, et invocate nomen eius: annuntiate inter gentes opera eius. (Ps. 104, 3. 4 et 1)

Vernáculo:
Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Sl. Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! (Cf. LH: Sl 104, 3. 4 e 1)

Coleta

Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de coração sincero e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Sm 24, 2. 9-17


Leitura do Segundo Livro de Samuel


Naqueles dias, 2disse o rei Davi a Joab e aos chefes do seu exército que estavam com ele: “Percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabeia, e fazei o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número”.

9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens. 10Mas, depois que o povo foi recenseado, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: “Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo, porque procedi como um grande insensato”. 11Pela manhã, quando Davi se levantou, a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes termos: 12“Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas: escolhe aquela que queres que eu te envie”. 13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: “Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país? Reflete, pois e vê o que devo responder a quem me enviou”. 14Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!”

15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até o dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabeia. 16Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: “Basta! Retira agora a tua mão!” O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu. 17Quando Davi viu o anjo que afligia o povo, disse ao Senhor: “Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família!”. 

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 31(32), 1-2. 5. 6. 7 (R. cf. 5c)


℟. Perdoai-me, Senhor, meu pecado!


— Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! ℟.

— Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta. ℟.

— Todo fiel pode, assim, invocar-vos, durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais. ℟.

— Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar, e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Minhas ovelhas escutam minha voz; eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10, 27) ℟.

Evangelho — Mc 6, 1-6


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Bonum est confiteri Domino, et psallere nomini tuo, altissime. (Ps. 91, 2)

Vernáculo:
Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! (Cf. LH: Sl 91, 2)

Sobre as Oferendas

Apresentamos, Senhor, no vosso altar os dons do nosso serviço. Acolhei-os com bondade e transformai-os em sacramento da nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão. Não serei confundido, Senhor, porque vos invoquei. (Cf. Sl 30, 17-18)

Ou:


Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. (Mt 5, 3-5)
Gradual Romano:
Beati mundo corde, quoniam ipsi Deum videbunt: Beati pacifici, quoniam filii Dei vocabuntur: Beati qui persecutionem patiuntur propter iustitiam, quoniam ipsorum est regnum caelorum. (Mt. 5, 8. 9. 10; ℣. Ps. 33, vel Ps. 36, 1. 3. 16. 18. 19. 23. 27; p.514)

Vernáculo:
Felizes os puros no coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 5, 8. 9. 10)

Depois da Comunhão

Alimentados com o sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, Senhor, que, com este auxílio de salvação eterna, cresça sempre mais a verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 04/02/2026


Verdadeiro Deus e verdadeiro homem


O Deus das alturas, para resgatar o homem que perecera e elevá-lo à condição de herdeiro do Reino, dignou rebaixar-se ao que somos e assumir a condição de servo.

O Evangelho de hoje nos coloca diante de um mistério desconcertante: Jesus volta à sua terra, Nazaré, e ali encontra resistência, incredulidade, dureza de coração. Aqueles que O viram crescer, que O conheceram em sua vida cotidiana, não conseguem dar o passo decisivo da fé. O escândalo não está em algo extraordinário, mas justamente no que lhes parecia comum demais.

Eles conhecem o homem, mas não reconhecem Deus. Conhecem o carpinteiro, mas rejeitam o Messias. E é exatamente aqui que o Evangelho nos interpela: quantas vezes também nós tropeçamos nesse mesmo escândalo?

A dificuldade dos nazarenos foi crer que naquele homem simples, plenamente humano, residia a plenitude da divindade. Esperavam um Messias glorioso, distante, revestido de sinais extraordinários. Não aceitavam um Deus que se faz próximo, humilde, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado.

Este é o verdadeiro passo da fé: reconhecer que Jesus é, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Não um Deus disfarçado de homem, nem um homem excepcional elevado à condição divina, mas uma só Pessoa, com duas naturezas perfeitas. É isso que a fé da Igreja sempre professou e defendeu com tanto zelo, porque é aqui que está a nossa salvação.

Se Jesus fosse apenas Deus, não nos tocaria de verdade. Se fosse apenas homem, não poderia nos salvar. Mas sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Ele se torna a ponte viva entre o céu e a terra. Como toda ponte, precisa estar firmemente apoiada nos dois lados: no céu, pela sua divindade; na terra, pela sua humanidade. E assim, o abismo que nos separava de Deus é finalmente vencido.

Curiosamente, após a Ressurreição, a tentação da Igreja foi a inversa: crer com facilidade na divindade de Cristo, mas hesitar diante de sua plena humanidade. Já em Nazaré, o problema foi o contrário. Isso nos mostra como esse equilíbrio é delicado e exige uma fé madura, purificada de projeções humanas.

O Evangelho ainda nos recorda que Jesus teve uma família concreta, real, com tensões, incompreensões e dificuldades. Maria e José formam o núcleo santo, mas a família mais ampla, como acontece conosco, trouxe dor e sofrimento. Cristo não ignorou essa realidade; Ele a assumiu. Por isso, pode compreender e redimir também as nossas famílias feridas.

Hoje, somos convidados a renovar a nossa fé nesse Cristo inteiro: não dividido, não reduzido, não moldado às nossas expectativas. Um Cristo que se deixa rejeitar, que se deixa escandalizar, mas que permanece fiel à sua missão de nos salvar.

Peçamos a graça de não tropeçar na humanidade de Jesus, nem esvaziar a sua divindade. Que saibamos adorá-Lo como Deus e segui-Lo como homem. E que, sustentados por essa fé verdadeira, possamos entregar a Ele nossas famílias, nossas resistências e nossas incredulidades, certos de que Ele veio exatamente para curar tudo isso.

Que o Senhor nos abençoe e nos conceda a graça de uma fé inteira, firme e humilde.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 04/02/2026

São João de Brito (Memória Facultativa)
Local: Oriur, Índia
Data: 04 de Fevereiro † 1693


Filho do governador do Brasil, D. Salvador de Brito Pereira, e de sua esposa, dona Brites Pereira, nasceu João Heitor a 1º de março de 1647 em Lisboa, filho mais novo do casal. Com apenas 9 anos de idade tornou-se pajem na corte de El-rei. Ao piedoso jovem faltou-lhe ali a direção amorosa da mãe, mas nem por isso a vida na corte causou-lhe dano, pois, como em casa dos pais, conservou-se fiel aos exercícios religiosos, e, no estudo, ativo e diligente. A sua seriedade e modéstia submeteram-no a frequentes observações e caçoadas dos levianos companheiros da corte. Perigosa enfermidade fê-lo voltar ao lar, onde os cuidados maternos e a fé na intercessão de são Francisco Xavier lhe restituíram a saúde. Aos poucos foi alimentando o desejo de ingressar na Companhia de Jesus, o que realmente fez a 17 de dezembro de 1662, contando 15 anos e dois meses.

Pouco tempo depois de sua ordenação foi mandado, com 27 confrades, para as Índias. Chegou ao porto de Goa após perigosa navegação e foi designado para a missão do Maduré. Aí conseguiu converter populações inteiras de pagãos, recebeu o governo de toda a Missão e não temeu expor-se aos maiores perigos para levar o Evangelho a toda parte. Perseguido pelos brâmanes, que constituíam a primeira das quatro castas, regime mais rígido do que em qualquer outra parte da Índia, acabou por cair nas mãos deles, opositores do cristianismo, os brâmanes, soberbos pelo nascimento e posição, mestres do povo, depositários da ciência e sustentáculo da vida religiosa, viam naturalmente na nova religião proclamada uma ameaça à sua influência.

Libertado a primeira vez de cruel cativeiro, foi João de Brito enviado à Europa para tratar dos negócios das missões na Índia. Mas apressou-se a voltar, o que fez após uma visita às residências da província do Malabar. Chegou, assim, novamente a Marava, em 1691. A 8 de janeiro de 1693 foi preso novamente por uma tropa de soldados. Levado à presença do príncipe de Marava, foi condenado à morte por pregar uma doutrina religiosa estranha em seus domínios. Foi enviado depois a Urgur, onde se consumou seu martírio, pelo estraçalhamento de seu amado corpo: cortaram-lhe primeiro a cabeça, depois mãos e pés, e suspenderam o tronco com a cabeça a um poste, no local onde estivera antes do martírio a orar: após o recolhimento dessa oração dissera a seus carrascos: "Podeis fazer de mim agora o que quiserdes".

A notícia de seu martírio inflamou o zelo dos missionários, firmou a fé dos neófitos e converteu grande número de infiéis. Muitos milagres se realizaram por sua intercessão. Foi canonizado em 1947 pelo papa Pio XII.

A semelhança de são João Batista, o heroico missionário português foi martirizado precisamente por defender a unidade e indissolubilidade do matrimônio. Fiel à palavra de Deus, durante toda a sua vida, deu o supremo testemunho pela Verdade, morrendo por ela. "Agora espero padecer a morte por meu Deus e meu Senhor. A culpa de que me acusam vem a ser que ensino a Lei de Deus nosso Senhor... Quando a culpa é virtude, o padecer é glória". (Carta escrita no cárcere, na véspera de sua morte)

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São João de Brito, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil