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3º Domingo do Tempo Comum

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Antífona de entrada

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e esplendor, em sua presença, santidade e beleza no seu santuário. (Cf. Sl 95, 1. 6)
Gradual Romano:
Dominus secus mare Galilaeae vidit duos fratres, Petrum et Andream, et vocavit eos: venite post me: faciam vos fieri piscatores hominum. Ps. Caeli enarrant gloriam Dei: et opera manuum eius annuntiat firmamentum. (Mt. 4, 18. 19; Ps. 18)

Vernáculo:
Às margens do mar da Galileia o Senhor viu dois irmãos: Pedro e André, e os chamou, dizendo: Vinde e segui-me, farei de vós pescadores de homens. (Cf. MR: Mt 4, 18-19) 

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Is 8, 23b-9, 3


Leitura do Livro do profeta Isaías


No tempo passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações.

9, 1O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu.

2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo, — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 26(27), 1. 4. 13-14 (R. 1a. 1c)


℟. O Senhor é minha luz e salvação. O Senhor é a proteção da minha vida.


— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? ℟.

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. ℟.

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! ℟.


https://youtu.be/AXGIf1Scctc

Segunda Leitura — 1Cor 1, 10-13. 17


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. 11Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós.

12Digo isso, porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas”; ou: “Eu sou de Cristo!”

13Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados?

17De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Pois do Reino a Boa Nova Jesus Cristo anunciava, e as dores do seu povo, com poder, Jesus curava. (cf. Mt 4, 23) ℟.

Evangelho — Mt 4, 12-23


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia.13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia,14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos!16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.

18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores.19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou.22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Dextera Dómini fecit virtútem, déxtera Dómini exaltávit me: non móriar, sed vivam, et narrábo ópera Dómini. (Ps. 117, 16. 17)

Vernáculo:
A mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! Não morrerei, mas, ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor! (Cf. LH: Sl 117, 16bc. 17)

Sugestão de melodia 

Sobre as Oferendas

Acolhei com bondade, Senhor, as nossas oferendas para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Aproximai-vos do Senhor e sereis iluminados e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Cf. Sl 33, 6)

Ou:


Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12)
Gradual Romano:
Venite post me: faciam vos piscatores hominum: at illi, relictis retibus et navi, secuti sunt Dominum. (Mt. 4, 19. 20; ℣. Sl 118, 1. 20. 40. 48. 65. 103. 167. 174; p.267)

Vernáculo:
Vinde e segui-me, farei de vós pescadores de homens. (Cf. MR: Mt 4, 19) Então, imediatamente, eles deixaram as redes e o seguiram. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 4, 20)

Depois da Comunhão

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 25/01/2026


Sem Cristo, a vida não tem sentido


Antes de deixar tudo, os discípulos trilharam um caminho que todos precisamos percorrer: primeiro, abandonar o pecado mortal; em seguida, conhecer verdadeiramente a Cristo; e, então, será inevitável não deixar tudo para segui-lo.

No Evangelho deste domingo, Jesus, ao saber da prisão de João Batista, volta para a Galiléia, sua terra natal; mas em vez de ir à Nazaré, onde cresceu, decide instalar-se em Cafarnaum, às margens do mar de Tiberíades. É ali, na beira do lago, que se dá o chamado de quatro Apóstolos: Pedro e André, João e Tiago, dois pares de irmãos. São os preferidos de Jesus, chamados para presenciar momentos importantes como a ressurreição da filha de Jairo, a Transfiguração e a agonia do Horto.No entanto, há alguma coisa de inacreditável neste Evangelho. Jesus vê Pedro e André a pescar e, sem mais, lhes diz: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles largam tudo e vão! Não é isso loucura? Quem faz uma coisa dessas? Qual é a sua profissão? Você é mecânico? Cozinheiro? Advogado? O que você faz da vida?Pois imagine-se a trabalhar no escritório, na oficina etc., e eis que um perfeito desconhecido se aproxima e lhe diz: “Vem e segue-me. Eu farei de ti pescador de homens”, e você prontamente larga tudo — família, trabalho, filhos… — para seguir um estranho. É o que lemos no Evangelho: “Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram”, e mais abaixo: “E eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram”.Essa atitude, que para nós é bastante intrigante, é esclarecida por Santo Tomás de Aquino, pela ciência bíblica e pela Tradição da Igreja.Lembremos antes que Mateus, Marcos e Lucas nos apresentam um resumo da vida de Jesus. O que em Mateus parece ser a primeira vocação de Pedro, André, Tiago e João corresponde, na verdade, à terceira. Logo, para entender como alguém chega a largar tudo para seguir Jesus, como fizeram os discípulos, é preciso entender o processo que leva da primeira à terceira vocação.Estamos aqui no último ano da pregação de Jesus, logo após o Batista ser preso. Mas o que aconteceu antes? Façamos uma recapitulação. Quem reza a Liturgia das Horas lê nas Vésperas da Epifania, 6 de janeiro, lê uma antífona que condensa a fé tradicional da Igreja: “Recordamos neste dia três mistérios. Hoje a estrela guia os Magos ao presépio. Hoje a água se faz vinho para as bodas. Hoje Cristo no Jordão é batizado para nos salvar.”Quando teve início a vida pública de Jesus? No batismo no rio Jordão. Um ano depois, na mesma data, o veremos em Caná da Galiléia transformar água em vinho, o primeiro de seus sinais. Nesse meio tempo, isto é, durante o primeiro ano de seu ministério, Ele não realizou milagres, limitando-se a reforçar a pregação do Batista: “Arrependei-vos, dizia, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3, 2) e “Fazei penitência, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 4,17).De início, Jesus não apresentou conteúdos novos. Ele não viera abolir a Lei, mas cumpri-la, nem teria sentido contradizer a pregação do Batista. Afinal, por que Deus o teria enviado antes para preparar o caminho? Sim, era necessária uma preparação. João preparou o caminho, e preparar o caminho quer dizer conversão e penitência.Como ser de Deus sem largar os pecados mortais, contrários aos Dez Mandamentos? Como Pedro, André, Tiago e João, largaram tudo e seguiram Jesus? Por um passe de mágica? De repente? Não. Então comecemos também nós pelo começo: fora aos pecados mortais, senão o resto é impossível. Todo o mundo tem de viver primeiro o Antigo Testamento.Há quem pense que vencer os pecados é um objetivo de vida que se conquista aos poucos. Nada disso. Os pecados mortais se vencem todos de uma vez e para sempre. Não há que negociar com o pecado. Eva pecou justamente por ter negociado com o pecado e dado ouvidos à serpente. Por isso, o primeiro pedido de Jesus não é: “Deixai tudo e segue-me”, mas: “Fazei penitência”, como em seu primeiro ano de ministério.Aos que vinham atendendo à pregação de Jesus, ainda idêntica à de João, este recorda o batismo no Jordão acontecido um ano antes: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, e os discípulos passam, enfim, a seguir Jesus: “Mestre, onde moras?”, “Vinde e vede”. Eles foram e ficaram com Jesus aquele dia.O Novo Testamento finalmente começou para eles quando começaram a frequentar Jesus, sim, de forma superficial, num primeiro momento. Pois o processo é pedagógico, gradual. João Batista dissera: “Eis o Cordeiro de Deus”, e então eles o seguiram, embora sem a fé que teriam mais tarde.No evangelho de João, vemos reunidos em Caná a Virgem Maria, Nosso Senhor e alguns discípulos dele, e quando lemos “discípulos”, pensamos imediatamente que eram homens de fé. Não, ainda não.Santo Tomás esclarece (Super Ioannem, cap. 2, l. 1) que esse título lhes é dado em Caná por antecipação, como quando se diz: “O padre Paulo Ricardo nasceu em Recife”. Ora, eu não nasci padre; nasci apenas Paulo Ricardo. Do mesmo modo, os discípulos estavam em Caná, mas ainda não eram discípulos; estavam só em companhia de Jesus, frequentando-o, sendo amigos dele.Deixar os pecados mortais e aproximar-se de Jesus, sabendo que Ele é o autor da graça, aquele que batiza no Espírito Santo, ainda que essa fé a princípio seja pequena, são os primeiros passos.Comece a ouvir pregações, leia a vida dos santos, estude o Catecismo; comece, numa palavra, a iluminar a inteligência. Ninguém ama o que não conhece. Antes de ouvirem: “Vinde, largai tudo e segui-me”, os Apóstolos tiveram de conhecer o básico sobre Jesus.Hoje, porém, os fiéis não buscam mais conhecimento. Ora, como crer na fé da Igreja, se nem se sabe que fé é essa? Ninguém crê naquilo de que nunca ouviu falar. Como então fazer um ato de fé? Primeiro que tudo, frequentando Jesus. Estude o Catecismo e conheça a doutrina da Igreja. É o primeiro passo.Também Chesterton, em The Catholic Church and Conversion, reconhece três etapas na conversão à Igreja Católica. A primeira delas é a decisão de ser “justo” com o catolicismo: “Sejamos honestos com a Igreja. Ouçamos o que ela tem a dizer, não só o que dizem dela”. Afinal, quem gosta de ser preconceituoso?…Mas quem dá chance à Igreja experimenta em seguida certo fascínio por ela, pela coerência de sua doutrina; mas o fascínio logo se converte em medo, porque a Igreja não nos pede menos do que toda a nossa vida.É um caminho parecido com o descrito por Santo Tomás de Aquino. Os discípulos começam por estar com Jesus e ouvi-lo, então vêem milagres e, fascinados, passam a crer; mas, uma vez nascida a fé, Jesus pede-lhes que abram mão de tudo.Eis o processo que nos leva a entender que Jesus não é só interessante (primeira fase, de escuta) e digno de crédito (segunda, de fé), mas a razão de ser de nossas vidas (terceira fase).O Evangelho de hoje nos relata o terceiro chamado dos Apóstolos. Primeiro, frequentar Jesus; segundo, crer em Jesus; terceiro, dar a vida inteira por Ele, porque já não se tem mais vida: na verdade, é Ele a vida de quem crê. Não, Ele não veio para resolver os seus problemas; foi você quem veio para se entregar a Ele. Você não nasceu para outra coisa.A quem lê a vida dos santos, essa entrega a Jesus parece tão extraordinária, que dá vontade de sair correndo. Mas não há como fugir. Ele é a razão de nossa vida. É preciso deixar tudo.Deixar tudo não quer dizer necessariamente abandonar esposo, casa e trabalho. Quer dizer que nada mais faz sentido, se Ele não estiver em tudo o mais. Por Cristo, com Cristo e em Cristo. Ele é a minha razão de ser. Para Ele fui criado, por Ele devo tudo entregar. Isso, se de início dá medo e vontade de fugir, a graça o fará possível!Sim, é um processo. Não sei em que fase você está, se no Antigo Testamento, lutando contra o pecado, se no Novo, dando a Jesus ao menos a chance de ser ouvido. Talvez esteja mais adiantado e creia nele de verdade. Mas pode ser que essa fé, apesar de sincera, o esteja apavorando; Jesus, até então uma descoberta fascinante, exige agora resposta: “Vai, larga tudo e segue-me”.Coragem! A graça está operando em você uma transformação. Como todos os santos, teremos um dia a força vinda do alto, que nos fará deixar tudo e seguir a razão de nossa vida.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 25/01/2026

Conversão de São Paulo (Festa)
Data: 25 de Janeiro † c. 67


São quatro os santos que têm na Igreja uma segunda festa ou comemoração. São Pedro e São Paulo possuem uma segunda comemoração em nível de festa. Além da solenidade no dia 29 de junho, São Pedro é comemorado no dia 22 de fevereiro sob o título "Cátedra de São Pedro"; São Paulo, além de sua solenidade também no dia 29 de junho, é comemorado com festa no dia 25 de janeiro, a "Conversão de São Paulo"; São João Batista, além da solenidade de 24 de junho, é comemorado na data do seu martírio no dia 29 de agosto, em nível de memória obrigatória, "O Martírio de São João Batista", sendo que as Laudes e as Vésperas são festivas, isto é, com textos próprios: São José, em sua humildade, além da solenidade no dia 19 de março que cai sempre na Quaresma, contenta-se com uma memória facultativa no dia 1º de maio, "São José Operário".

Antes de ser propriamente uma festa da Conversão de São Paulo é a comemoração de sua vocação, que teve origem numa grande experiência do Cristo Senhor Ressuscitado, no caminho de Damasco (cf. At 9, 4-5). Assim, como os Apóstolos foram impelidos para o anúncio após a experiência de Cristo Jesus durante sua vida pública, mas, sobretudo, após a Ressurreição, também Paulo é chamado e impelido a anunciar o seu Senhor a partir do seu encontro com Ele no caminho de Damasco, com todo o zelo de sua forte e rica personalidade.

As duas festas complementares, a de São Pedro e a de São Paulo, expressam bem a vocação e a missão próprias de cada uma das duas colunas da Igreja. A Festa da Cátedra de São Pedro comemora o papel de Pedro na vida da Igreja, o Vigário de Cristo na Igreja, o Chefe da Igreja, sinal de unidade na verdade. A Festa da Conversão de São Paulo, por sua vez, comemora o papel de Paulo no mistério de Cristo e da Igreja. Paulo é chamado para anunciar o Evangelho de Cristo no mundo inteiro. Para tanto, foi necessário que ele passasse por um profundo processo de conversão, que fizesse uma experiência do sagrado, de Cristo morto e ressuscitado, foi necessário que aderisse totalmente a Cristo. Feita a experiência do Cristo total ele pode ser no mundo testemunha do Evangelho, exemplo para toda a Igreja.

Paulo foi eleito ou escolhido por Deus para ser um vaso de eleição para levar o nome de Jesus à presença dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel (cf. At 9, 15); foi chamado para anunciar o Evangelho aos pagãos como Pedro, aos filhos de Israel (cf. GI 2, 7-9).

A expressão litúrgica da festa é muito rica. Realça antes de tudo a fé de Paulo: Vivo da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2, 20).

Em seguida, a Igreja contempla o apóstolo Paulo como apóstolo e doutor de todas as gentes. Que a partir do exemplo da conversão de Paulo os fiéis possam ser no mundo testemunhas do Evangelho. Sobressai ainda o ardor da caridade que inflamava o apóstolo São Paulo em sua solicitude por todas as Igrejas. Temos ainda aquele que, com perseverança, corre em busca do prêmio. Paulo confessa com humildade: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! (1Tm 1, 15).

Resumindo, podemos dizer com o hino de Vésperas: Contra o nome de Cristo lutara, inflamado de grande furor, mas ardeu maior chama em seu peito anunciando de Cristo o amor.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.


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