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5ª feira da 2ª Semana do Tempo Comum

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Memória Facultativa

São Vicente, Diácono e Mártir

Antífona de entrada

Toda a terra vos adore com respeito, e proclame o louvor do vosso nome, ó Altíssimo. (Cf. Sl 65, 4)
Gradual Romano:
Omnis terra adóret te, Deus, et psallat tibi: psalmum dicat nómini tuo, Altíssime. Ps. Iubiláte Deo omnis terra, psalmum dícite nómini eius: date glóriam laudi eius. (Ps. 65, 4 et 1-2)

Vernáculo:
Toda a terra vos adore com respeito, e proclame o louvor do vosso nome, ó Altíssimo. (Cf. MR: Sl 65, 4) Sl. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! (Cf. LH: Sl 65, 1-2)

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura  — 1Sm 18, 6-9; 19, 1-7


Leitura do Primeiro Livro de Samuel


18, 6Naqueles dias, quando Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, dançando e cantando alegremente ao som de tamborins e címbalos. 7E, enquanto dançavam, diziam em coro: “Saul matou mil, mas Davi matou dez mil”. 8Saul ficou muito encolerizado com isto e não gostou nada da canção, dizendo: “A Davi deram dez mil, e a mim somente mil. Que lhe falta ainda, senão a realeza?” 9E, a partir daquele dia, não olhou mais para Davi com bons olhos.

19, 1Saul falou a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas, filho de Saul, amava profundamente Davi, 2e preveniu-o a respeito disso, dizendo: “Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de manhã, e fica oculto em um esconderijo. 3Eu mesmo sairei em companhia de meu pai, no campo, onde estiveres, e lhe falarei de ti, para ver o que ele diz, e depois te avisarei de tudo o que eu souber”.

4Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e acrescentou: “Não faças mal algum ao teu servo Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, o que ele tem feito foi muito proveitoso para ti. 5Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a todo o Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem motivo?”

6Saul, ouvindo isto, e aplacado com as razões de Jônatas, jurou: “Pela vida do Senhor, ele não será morto!” 7Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isto. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar, como antes.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 55(56), 2-3. 9-10. 11-13 (R. 5bc)


℟. É no Senhor que eu confio e nada temo!


— Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, pois há tantos que me calcam sob os pés, e agressores me oprimem todo dia! Meus inimigos de contínuo me espezinham, são numerosos os que lutam contra mim! ℟.

— Do meu exílio registrastes cada passo, em vosso odre recolhestes cada lágrima, e anotastes tudo isso em vosso livro. Meus inimigos haverão de recuar em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo! ℟.

— Confio em Deus e louvarei sua promessa. É no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal? Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor. ℟.


https://youtu.be/-jKX6X-DckQ
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (Cf. 2Tm 1, 10) ℟.

Evangelho — Mc 3, 7-12


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Iubiláte Deo univérsa terra: iubiláte Deo univérsa terra: psalmum dícite nómini eius: venite, et audíte, et narrábo vobis, omnes qui timétis Deum, quanta fecit Dóminus ánimae meae, allelúia. (Ps. 65, 1. 2. 16)

Vernáculo:
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez, aleluia. (Cf. LH: Sl 65, 1. 2. 16)

Sobre as Oferendas

Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente destes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial do sacrifício do vosso Filho, realiza-se em nós a obra da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Preparastes à minha frente uma mesa, o meu cálice transborda! (Cf. Sl 22, 5)

Ou:


Nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. (1Jo 4, 16)
Gradual Romano:
Multitúdo languéntium, et qui vexabántur a spirítibus immúndis, veniébant ad eum: quia virtus de illo exíbat, et sanábat omnes. (Lc 6, 17. 18.19; ℣. Ps. 33, 2. 6. 16. 18. 19. 20. 21. 23)

Vernáculo:
Muitos dos seus discípulos e uma grande multidão do povo vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Também os atormentados por espíritos impuros eram curados. E toda a multidão tentava tocar nele, porque dele saía uma força que curava a todos. (Cf. Bíblia CNBB: Lc 6, 17b. 18. 19)

Depois da Comunhão

Infundi em nós, Senhor, o Espírito do vosso amor, e fazei que vivam sempre unidos os que saciastes com o único pão do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 22/01/2026


Por que Deus às vezes se “afasta” de nós?


Eis uma pergunta que devemos fazer todos os dias a nós mesmos: “Estou sendo egoísta, querendo transformar Jesus em um instrumento que realiza meus caprichos? Ou estou sempre disposto a estar a serviço do Senhor?”

O Evangelho de hoje é um “resumo” das atividades de Jesus até agora, antes de Ele realizar o ato marcante e decisivo que é a escolha dos Apóstolos.

Vemos aqui o sucesso de Cristo em toda a região, de modo que a Galileia, lugar sem importância, torna-se um polo atrativo. Seria de esperar que a Judeia fosse o polo, ela que sempre fora o centro religioso de Israel. No entanto, o centro passa a ser onde Jesus está.

Nosso Senhor atraiu muitas pessoas, que queriam prostrar-se diante dele e tocá-lo, mas no Evangelho de hoje Ele faz um gesto interessante: Cristo pega uma barca e se afasta da multidão. A explicação histórica desse ato é para que Jesus não fosse sufocado e, sentado na barca, aproveitasse a concha acústica do lago para pregar à multidão. Mas, espiritualmente falando, estamos diante de uma realidade muito mais importante: Deus nos atrai e nos chama, e nós começamos a buscá-lo. No entanto, quando nos aproximamos dele de forma quase que sufocante, Ele se afasta.

Como diz o profeta Oséias, o Senhor nos atrai por vínculos humanos. No início da vida de oração, existe sempre algo que nos leva a buscar a Deus. Muitas vezes, sentimo-nos bem ao rezar, porque Ele fez um favor, realizou um milagre ou mostrou algum sinal da Providência divina que fez com que, de fato, o procurássemos. Somos como aqueles doentes e possessos que vão em busca de Jesus. Tudo isso faz parte do projeto de Deus. Entretanto, temos uma enorme dificuldade de mudar nossos conceitos, e começamos a achar que Cristo se encaixa perfeitamente numa visão de deus pagão.

O que é um deus pagão? Um deus a serviço do homem. Os pagãos, quando vão a seus templos, nunca perguntam qual é a vontade do seu deus; antes, pelo contrário, pedem que esse deus realize a vontade deles. Essa é a visão que o ser humano, marcado pelo pecado original, tem naturalmente. Precisamos romper com isso, aproximando-nos de Deus conscientes de que somos nós que devemos mudar e servi-lo.

No momento em que as pessoas se aproximaram de Jesus e tocaram nele com fé, elas foram curadas. Todavia, quando quiseram “instrumentalizá-lo”, desejando que Ele estivesse ao seu serviço, Nosso Senhor se afastou. É exatamente isso o que acontece na vida espiritual. Se queremos receber apenas as consolações de Deus, Ele nos deixará na secura, fechando a “torneira da consolação”, a fim de que o busquemos com um coração mais sincero e mais puro de intenção.

É Deus quem está ao nosso serviço, como um instrumento? Ou somos nós aqueles que devemos servir a Deus? Meditando nisso, encontramos uma resposta muito importante para a vida espiritual: não devemos sufocar Jesus. Demos espaço para que Ele aja conforme sua própria visão e projeto de amor, e transforme nossas vidas por completo, fazendo de nós humildes servos de Nosso Senhor.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 22/01/2026

São Vicente (Memória Facultativa)
Local: Valência, Espanha
Data: 22 de Janeiro † 304


Vicente, com Estêvão e Lourenço, é um dos três clássicos diáconos dos primeiros séculos da Igreja. Natural de Saragoça, na Espanha, sofreu o martírio junto com seu bispo Valério, em Valença, pelo ano de 304, durante a perseguição de Diocleciano.

Curioso é que os três diáconos têm nomes que significam "vitória" ou o prêmio pela vitória. Estevão significa coroa. Lourenço também tem a ver com a coroa de louros e Vicente, como diz o nome, é aquele que vence. Compreende-se então por que as paixões desses mártires são rodeadas de muitos tormentos e torturas de toda sorte. Realça-se assim a vitória contra os perseguidores, motivo da recompensa. Por isso, é também muito difícil distinguir o que existe de histórico e de lendário nas paixões desses mártires.

Conta-se que Vicente estava a serviço do seu bispo Valério para pregar em seu lugar pelo fato de ele não conseguir mais falar. A Oração coleta realça o intenso amor que levou o diácono São Vicente a vencer os tormentos do martírio.

Realmente, é o amor que leva os cristãos a testemunharem o Cristo até a morte. O grande amor de Vicente manifesta-se no duplo aspecto do seu serviço como diácono e o serviço à Palavra. Anunciando a Palavra ele serve ao Reino e por causa desta Palavra dá o testemunho até a morte.

Na comemoração dos santos diáconos a Igreja comemora o próprio mistério da Igreja toda ela diaconal, toda ela chamada à diaconia, isto é, ao serviço como Cristo que veio não para ser servido, mas para servir. Leva também os fiéis a vivenciar o ministério diaconal da Igreja. Leva-nos a compreender e valorizar a presença dos diáconos permanentes nas Igrejas particulares, ou seja, nas dioceses que se expressam, sobretudo, nas paróquias. Os diáconos estão a serviço da ação da caridade de toda a Igreja, a serviço da Palavra de Deus e a serviço do altar na hora do culto. Eles constituem sacramentos vivos do Cristo, servidor primeiro de toda a humanidade e da Igreja chamada a ser toda ela diaconal, servidora.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Vicente, rogai por nós!


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