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2ª feira da 2ª Semana da Páscoa

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Memória Facultativa

São Martinho I, Papa e Mártir

Antífona de entrada

Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele, aleluia. (Rm 6, 9)
Gradual Romano:
Accipite iucunditatem gloriae vestrae alleluia: gratias agentes Deo, alleluia: qui vos ad caelestia regna vocavit, alleluia, alleluia, alleluia. Ps. Attendite popule meus legem meam: inclinate aurem vestram in verba oris mei. (4 Esdr. 2, 36. 37; Ps. 77)

Vernáculo:
Acolhei a alegria da vossa glória dando graças a Deus, que vos chamou ao seu reino celestial, aleluia. (Cf. MR: 4Esd 2, 36-37) Sl. Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo. (Cf. LH: Sl. 77, 1)

Coleta

Deus todo-poderoso, que nos renovastes pelos remédios pascais, fazei que, libertos da condição do homem terreno, sejamos transformados à imagem do homem celeste, Jesus Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — At 4, 23-31


Leitura dos Atos dos Apóstolos


23Naqueles dias, logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25Por meio do Espírito Santo, disseste através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e o povo de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse.

29Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus”. 31Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 2, 1-3. 4-6. 7-9 (R. cf. 12d)


℟. Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.


— Por que os povos agitados se revoltam? Por que tramam as nações projetos vãos? Por que os reis de toda a terra se reúnem e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido? “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, “e lançar longe de nós o seu domínio!” ℟.

— Ri-se deles o que mora lá nos céus; zomba deles o Senhor onipotente. Ele, então, em sua ira os ameaça, e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” ℟.

— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!” ℟.


https://youtu.be/RC7vF5cxJHU
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai. (Cl 3, 1) ℟.

Evangelho — Jo 3, 1-8


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”.

3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?”

5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Angelus Domini descendit de caelo, et dixit mulieribus: quem quaeritis, surrexit, sicut dixit, alleluia. (Mt. 28, 2. 5. 6)

Vernáculo:
O anjo do Senhor desceu do céu. Então o anjo falou às mulheres: Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! (Cf. Bíblia CNBB: Mt 28, 2. 5. 6)

Sobre as Oferendas

Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa e concedei o fruto da eterna alegria a quem destes motivo de tão grande júbilo. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Jesus entrou e pondo-se no meio deles disse: A paz esteja convosco, aleluia. (Jo 20, 19)
Gradual Romano:
Spiritus ubi vult spirat: et vocem eius audis, alleluia: et nescis unde veniat, aut quo vadat, alleluia, alleluia, alleluia. (Io. 3, 8; ℣. Ps. 77, 1. 3-4a. 23. 24. 25. 27)

Vernáculo:
O vento sopra aonde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. (Cf. Bíblia CNBB: Jo 3, 8)

Depois da Comunhão

Senhor, olhai com bondade o vosso povo e fazei chegar à incorruptível ressurreição da carne aqueles que renovastes pelos sacramentos da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 13/04/2026


Fé humana não basta!


O Evangelho de hoje nos mostra que, para entrar no Reino de Deus, é preciso nascer “de novo” ou, numa segunda leitura possível, “do alto”. Mas como — podemos perguntar com Nicodemos — alguém é capaz de nascer outra vez, se já é velho? A resposta que o Senhor dá acentua não só o efeito de regeneração que o Batismo opera em nós, mas também a necessidade da graça santificante do Espírito Santo, que nos dispõe a crer no Verbo do qual Ele mesmo procede.

No Evangelho de hoje, vemos o encontro de Jesus com Nicodemos, chefe dos judeus, e esse diálogo nos irá acompanhar durante os próximos dias, neste belíssimo capítulo 3 do evangelho de S. João. Para entendê-lo, vejamos antes o contexto. Nicodemos é um dos chefes dos judeus e ele procura Jesus durante a noite. Por quê? Porque ele já crê em Jesus, mas sua fé ainda não é sobrenatural. Ele crê que Jesus, de alguma forma, vem de Deus. Ele mesmo o diz no início do Evangelho: “Sabemos que viestes como mestre da parte de Deus porque ninguém pode realizar os sinais que tu fazes a não ser que Deus esteja com ele”. Nicodemos professa aqui uma fé sincera, mas ainda humana. Essa é, com efeito, uma das características da fé humana: que ela se baseia em sinais e evidências. É a fé de quem acredita em algo por ter argumentos a favor disso, é a fé que prestamos, por exemplo, às revelações privadas, isto é, às que não pertencem à revelação pública feita por Deus. Nicodemos já começou a entender que Jesus vem de Deus. Afinal, ele viu os milagres. No entanto, Jesus, em resposta a Nicodemos, indica-lhe que essa fé não é suficiente: “Em verdade, em verdade eu te digo: se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”, quer dizer: “Nicodemos, tua fé é boa, mas humana; ela fez-te reconhecer que venho de Deus, mas tu ainda não sabes quem sou” porque, para enxergar o Reino de Deus, que não é senão o próprio Cristo, Verbo encarnado, é necessário algo mais — é necessário nascer do alto. Ora, a palavra “do alto” que, em grego, é usada pelo evangelista S. João (ἄνωθεν) pode ser entendida de duas maneiras diferentes. Com ela, Jesus pode estar dizendo tanto “nascer do alto” quanto “nascer de novo”. É por isso que Nicodemos fica perplexo. Ele ouve a expressão, mas não a interpreta como “do alto”, mas como “de novo”. Diz então a Jesus: “Como alguém pode nascer de novo se já está velho? Como um homem crescido vai entrar de volta na barriga da mãe?” Jesus explica-lhe o que é nascer do alto: “Trata-se de nascer da água e do Espírito”. Jesus se refere claramente ao sacramento do Batismo, como se dissesse: “Há uma forma de nascer de novo, nascer do alto, que é nascer de Deus”. Como? Ora, quando nascemos, nascemos filhos do homem: somos filhos de nossos pais, que são seres humanos; mas quando somos levado às águas batismais, tornamo-nos filhos de Deus: o Espírito Santo nos une a Jesus e passamos a ser filhos no Filho, membros do Corpo místico de Cristo. Ora, Cristo é Deus eterno — Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro —, e é esta a fé que nós católicos professamos. Cremos que Jesus é Deus eterno que se encarnou, ou seja, que criou para si um corpo e uma alma, uma natureza humana. É isso que Nicodemos não pôde enxergar. Nicodemos viu em Jesus um grande profeta, um mestre vindo de Deus para ensinar uma doutrina, porque, como os profetas antigos, também Ele faz milagres… Mas, para que a fé seja sobrenatural, é necessário que o Espírito toque o coração humano e o ilumine, levando-o a enxergar em Cristo não só um “homem iluminado”, um “profeta do alto”, mas o próprio Deus altíssimo. Isso, Nicodemos não o viu, mas precisa ver. Em seguida, Jesus acrescenta que o Espírito sopra onde quer. A palavra “espírito”, πνεῦμα em grego, quer dizer “sopro”; logo, o Espírito Santo é como o vento: não se sabe de onde Ele vem e nem para onde vai, mas ouve-se-lhe o ruído. E a palavra “ruído”, em grego, usada por Jesus é φωνὴν, ou seja, “voz”. É preciso, portanto, ouvir o Espírito Santo, é dele que vem a fé. Quando começamos a ouvir Jesus de fato, começamos a notar que é o próprio Espírito de Deus quem fala em nosso coração, e nossa fé se transforma. Não é mais uma fé baseada em argumentos bons, válidos etc., mas no toque da graça de Deus. Só ela nos permite ver que Jesus é o próprio Deus feito homem. Jesus conclui com um ensinamento maravilhoso. Ele diz: “Não é só o Espírito que não se sabe de onde vem nem para onde vai, senão que isso acontece com todo aquele que nasce do Espírito”. O que Jesus está dizendo é: nós, ao nascermos de novo, ganhamos a liberdade do Espírito Santo, porque foi para isso que Cristo nos resgatou, para a liberdade de poder obedecer a Deus e amar livremente. É o pecado que nos escraviza e nos amarra. Enquanto estamos amarrados às coisas do mundo, não podemos alçar voo; mas, se nos desapegamos, somos como folhas soltas da árvore, que podem voar levadas pelo vento. A folha presa à árvore não voa para lugar nenhum. É a transformação interior que Jesus espera de nós. Nos próximos dias, iremos meditar sobre isso de forma mais detida e minuciosa, o importante porém é ter claro desde já: a Páscoa nos é dada para crescermos na fé, em contato com Jesus ressuscitado, que não é um homem que foi elevado até Deus, mas o próprio Deus que desceu até os homens para, na sua humanidade, ser exaltado acima de toda criatura. Somente à luz da fé sabemos verdadeiramente de onde Jesus é. Professemos essa fé, firmemo-la em Cristo neste tempo pascal. Jesus é Deus — Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Sim, Ele está ressuscitado, mas sua ressurreição nos leva para ainda mais alto. Como S. Tomé, a quem vimos no Evangelho de ontem ver o Ressuscitado e crer no invisível. Digamos igualmente ao Senhor: “Meu Senhor e meu Deus”! Aumentemos nossa fé, professemos nossa fé. Creiamos, assim veremos o Espírito Santo fazer-nos nascer de novo!

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 13/04/2026

São Martinho I (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 13 de Abril † 656


Originário de Todi e diácono da Igreja romana, Martinho foi eleito ao sumo pontificado após a morte do papa Teodoro (13 de maio de 649) e logo mostrou mão firme no governo do leme da barca de Pedro. Não pediu nem aguardou o consentimento à sua eleição da parte do imperador Constante II que no ano anterior promulgara o Tipo, documento em defesa da tese herética dos monotelitas. Para barrar a difusão dessa heresia, três meses após sua eleição, o papa Martinho convocou, na basílica de são João de Latrão, grande concílio, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente.

A condenação de todos os escritos monotelitas, sancionada nas cinco sessões solenes, provocou irritadíssima reação da corte bizantina. O imperador ordenou ao exarca de Ravena, Olímpio, que fosse a Roma e prendesse o papa. Olímpio quis cumprir as ordens imperiais com algumas alterações e tentou, por meio do seu escudeiro, assassinar o papa durante a celebração da missa em Santa Maria Maior. No momento de receber a hóstia consagrada das mãos do pontífice o sicário puxou o punhal, mas foi imediatamente atingido por uma cegueira total.

Provavelmente esse fato convenceu Olímpio a trocar de atitude e a reconciliar-se com o santo pontífice e projetar uma luta armada contra Constantinopla. Em 653, morto Olímpio de peste, o imperador pôde cumprir a sua vingança, fazendo com que o novo exarca de Ravena, Teodoro Calíopa, prendesse o papa.

Martinho, acusado de ter-se apossado ilegalmente do alto cargo de sumo pontífice e de haver tramado com Olímpio contra Constantinopla, foi conduzido por via marítima até à cidade do Bósforo. A longa viagem, que durou quinze meses, foi o início de um cruel martírio. Durante as numerosas escalas, a nenhum dos tantos fiéis que foram encontrar-se com o papa foi concedido aproximar-se dele. Ao prisioneiro não era dada nem água para se lavar. Chegando a Constantinopla a 17 de setembro de 654, o papa ficou estendido numa cama na rua pública recebendo os insultos do povo durante um dia inteiro, antes de ser fechado por três meses na prisão Prandiária. Depois iniciou-se o longo e exaustivo processo, durante o qual os sofrimentos foram tão grandes a ponto de o acusado murmurar: “Façam de mim o que quiserem; qualquer morte será para mim um benefício”.

Humilhado publicamente, despido e exposto aos rigores do frio, carregado de correntes, foi fechado na cela reservada aos condenados à morte. A 16 de março de 655 fizeram-no partir secretamente para o exílio em Quersoneso, na Crimeia. Sofreu fome e foi se enfraquecendo no mais absoluto abandono durante outros quatro meses, até que a morte o colheu, fraco de corpo, mas não de vontade, aos 16 de setembro de 655.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Martinho I, rogai por nós!


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