14 Sáb
Feb
15 Dom
Feb
16 Seg
Feb
17 Ter
Feb
18 Qua
Feb
19 Qui
Feb
20 Sex
Feb
21 Sáb
Feb
22 Dom
Feb
23 Seg
Feb
24 Ter
Feb
25 Qua
Feb
26 Qui
Feb
27 Sex
Feb
28 Sáb
Feb
01 Dom
Mar
02 Seg
Mar
03 Ter
Mar
04 Qua
Mar
05 Qui
Mar
06 Sex
Mar
07 Sáb
Mar
08 Dom
Mar
09 Seg
Mar
10 Ter
Mar
11 Qua
Mar
12 Qui
Mar
13 Sex
Mar
14 Sáb
Mar
15 Dom
Mar

4º Domingo da Quaresma

Apoiadores do Pocket Terço
Terço com imagens no Youtube
Reze os Mistérios Gloriosos com imagens

Antífona de entrada

Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais! Cheios de júbilo, exultai de alegria, vós que estais tristes, e sereis saciados nas fontes da vossa consolação. (Cf. Is 66, 10-11)
Gradual Romano:
Laetáre Ierúsalem: et convéntum fácite omnes qui dilígitis eam: gaudéte cum laetítia, qui in tristítia fuístis: ut exsultétis, et satiémini ab ubéribus consolatiónis vestrae. (Cf. Is. 66, 10. 11) Ps. Laetátus sum in his quae dicta sunt mihi: in domum Dómini íbimus. (Ps. 121)

Vernáculo:
Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais! Cheios de júbilo, exultai de alegria, vós que estais tristes, e sereis saciados nas fontes da vossa consolação. (Cf. MR: Is 66, 10. 11) Sl. Que alegria, quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor! (Cf. LH: Sl 121, 1)

Coleta

Ó Deus, que por vossa Palavra realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 1Sm 16, 1b. 6-7. 10-13a


Leitura do Primeiro Livro de Samuel


Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: 1bEnche o chifre de óleo e vem para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos. 6Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo “Certamente é este o ungido do Senhor!” 7Mas o Senhor disse-lhe: Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”.

10Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: “O Senhor não escolheu a nenhum deles”. 11E acrescentou: “Estão aqui todos os teus filhos?”

Jessé respondeu: Resta ainda o mais novo que está apascentando as ovelhas”. E Samuel ordenou a Jessé: “Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar”. 12Jessé mandou buscá-lo. Era Davi, ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: “Levanta-te, unge-o: é este!”

13aSamuel tomou o chifre com óleo e ungiu a Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 22(23), 1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)


℟. O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.


— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. ℟.

— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! ℟.

— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. ℟.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. ℟.

Segunda Leitura — Ef 5, 8-14


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios


Irmãos: 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz. 9E o fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade. 10Discerni o que agrada ao Senhor. 11Não vos associeis às obras das trevas, que não levam a nada; antes, desmascarai-as. 12O que essa gente faz em segredo, tem vergonha até de dizê-lo. 13Mas tudo que é condenável torna-se manifesto pela luz; e tudo o que é manifesto é luz. 14É por isso que se diz: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
℣. Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e vai ter a luz da vida quem se faz meu seguidor! (Jo 8, 12) ℟.

Evangelho — Jo 9, 1. 6-9. 13-17. 34-38 – forma breve


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 6E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” 9Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”

13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!”

16Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?”

17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”.

34Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade. 35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?” 36Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: 38“Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Ou:


Evangelho — Jo 9, 1-41 – forma longa


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo: 1Ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença.

2Os discípulos perguntaram a Jesus: “Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?”

3Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele.

4É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar.

5Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo.”

6Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego.

7E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.

8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego - pois ele era mendigo - diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?”

9Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele.” Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”

10Então lhe perguntaram: “Como é que se abriram os teus olhos?”

11Ele respondeu: “Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: ʽVai a Siloé e lava-teʼ. Então fui, lavei-me e comecei a ver.”

12Perguntaram-lhe: “Onde está ele?” Respondeu: “Não sei.”

13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego.

14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego.

15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!”

16Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado.” Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?”

17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta.”

18Então, os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais dele 19e perguntaram-lhes: “Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?”

20Os seus pais disseram: “Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego.

21Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo.”

22Os seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o Messias.

23Foi por isso que seus pais disseram: “É maior de idade. Interrogai-o a ele.”

24Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: “Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador.”

25Então ele respondeu: “Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo.”

26Perguntaram-lhe então: “Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?”

27Respondeu ele: “Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?”

28Então insultaram-no, dizendo: “Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.

29Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde é.”

30Respondeu-lhes o homem: “Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos!

31Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade.

32Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.

33Se este homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada”.

34Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade.

35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?”

36Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?”

37Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo.” Exclamou ele:

38“Eu creio, Senhor”! E prostrou-se diante de Jesus.

39Então, Jesus disse: “Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos.”

40Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: “Porventura, também nós somos cegos?”

41Respondeu-lhes Jesus: “Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: ʽNós vemosʼ, o vosso pecado permanece.'

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.

Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Laudáte Dóminum, quia benígnus est: psállite nómini eius, quóniam suávis est: ómnia quaecúmque vóluit, fecit in caelo et in terra. (Ps. 134, 3. 6)

Vernáculo:
Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave! Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra. (Cf. LH: Sl 134, 3. 6ab)

Sobre as Oferendas

Senhor, apresentamos com alegria estes dons, remédio de eterna salvação, pedindo suplicantes que os veneremos dignamente e os santifiqueis para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

O Senhor ungiu os meus olhos. Eu fui, lavei-me, comecei a ver e acreditei em Deus. (Cf. Jo 9, 11. 38)
Gradual Romano:
Lutum fecit ex sputo Dóminus, et linívit óculos meos: et ábii, et lavi, et vidi, et crédidi Deo. (Io. 9, 6. 11. 38; ℣. Ps. 26, 1a. 1b. 4abc. 4de. 5. 6ab. 6cd. 9ab. 9cd. 10. 13)

Vernáculo:
O Senhor ungiu os meus olhos. Eu fui, lavei-me, comecei a ver e acreditei em Deus. (Cf. MR: Jo 9, 11. 38)

Depois da Comunhão

Ó Deus, luz de todo ser humano que vem a este mundo, iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça, para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 15/03/2026


A cegueira de não buscar a Verdade


Ao mesmo tempo que é curado de sua deficiência, o cego do Evangelho deste domingo é iluminado com a fé em Cristo. Com isso, ele se vê livre também da cegueira espiritual dos fariseus, muitíssimo pior que a cegueira física.

Refletindo sobre o Evangelho da cura do cego de nascença, percebemos que a humanidade divide-se em dois grupos de pessoas: as que se abriram à luz de Cristo e começam a enxergar o mundo como ele realmente é, e as que permanecem fechadas a esta luz e o veem distorcido pela cegueira do pecado.

O Pe. Alonso Schöckel, S.J., diz o seguinte sobre este trecho do Evangelho:

Nele assistimos a dois processos encontrados: a progressiva iluminação do cego, cada vez mais penetrante em sua visão sobrenatural. O processo se adverte no que vai dizendo de Jesus: um homem (v. 11), um profeta (v. 17), procede de Deus (v. 33), Senhor (v. 38). A progressiva cegueira das autoridades, que resistem em não compreender e quereriam não ver. No princípio estão divididas, depois asseguram duas vezes ‘consta-nos’, depois recorrem ao insulto e à expulsão (Bíblia do Peregrino, nota a Jo 9,1-41).

Essa “progressiva iluminação” dos que se abrem à fé pode parecer, à primeira vista, simples metáfora. No entanto, os Doutores, os místicos e as próprias Sagradas Escrituras atestam que se trata de uma experiência real.

A fé realmente nos torna capazes de enxergar a realidade em profundidade. É algo que podemos experimentar no dia a dia. Quando entramos num relacionamento de amor com Deus, fazemos a experiência de que é mais fácil aprender as coisas. A fé verdadeiramente ilumina a inteligência. Por isso, não há oposição entre a fé e a razão. De fato, o ser humano tem uma só inteligência, a qual pode ser iluminada por duas luzes, a natural e a sobrenatural, e esta, é sem dúvida, a mais excelente delas.

O exemplo mais clamoroso disso foi a conversão de Santo Agostinho. Se para a maior parte das pessoas a conversão se dá num processo de mudança moral, com Agostinho aconteceu de outra forma. Após ler um trecho da carta de São Paulo, escreve ele, “uma espécie de luz de certeza se insinuou em meu coração, dissipando todas as trevas de dúvida” (Conf. VIII 12).

Foi ao dar o passo da fé que Agostinho começou a enxergar melhor a realidade. A fé “potencializou” a sua inteligência. Ele fez a experiência do que São João já expusera em todo o seu Evangelho (cf. 1,4-5.9-10; 8,12; 9,5; 12,46 etc.).

É o mesmo que acontece no nosso batismo. São Justino Mártir foi o primeiro Padre da Igreja a usar a palavra “iluminação” (φωτισμός) para indicar o sacramento do Batismo: “A este batismo dá-se também o nome de ‘iluminação’, porque os iniciados desta doutrina são iluminados na sua capacidade de compreender as coisas” (Apol. I 61, 12).

Ora, o que Justino diz dos cristãos é justamente o contrário do que o mundo costuma dizer deles. Se os mundanos acham que são os batizados que vivem na ignorância e nas trevas, o que acontece, na verdade, é o oposto. Quem perde a fé perde a luz necessária para enxergar as coisas. É o que atestam São Pedro e São Paulo, em várias de suas cartas (cf. 1Pd 2,9; Ef 4,17s; 5,8-14; Cl 1,12ss).

Sim, a luz de Cristo ilumina as inteligências dos homens. Jesus quer que saiamos de nossa cegueira, e talvez o melhor comentário ao Evangelho de hoje sejam aquelas palavras com que São Paulo exortava os efésios a não se comportarem “como se comportam os pagãos, por sua mentalidade fútil. Eles têm a inteligência obscurecida e são alheios à vida de Deus por causa da ignorância produzida neles pela dureza de seus corações” (Ef 4,17s).

A falta de conversão deixa o homem na ignorância. É por isso que hoje se veem, por um lado, pessoas diplomadas, mas incapazes de enxergar realidades óbvias, e, por outro, analfabetos, mas cheios de fé, capazes de ver.

A luz de Cristo faz falta às inteligências humanas.

Oração. — Jesus, eu creio no vosso amor, mas aumentai a minha fé, pois me custa pagar o preço de vos amar e de buscar a verdade. Sim, Senhor, eu creio; mas aumentai minha fé, pois prefiro escamotear a verdade ou mesmo negociá-la com o mundo, só para não ter de pagar o preço do amor. No entanto, vós, Senhor, pagastes o preço da verdade, amando-nos até o fim! Por isso eu creio, Senhor; mas aumentai a minha fé, para que, crendo, eu veja e, vendo, ame!

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 15/03/2026

Santa Luísa de Marillac (Memória Facultativa)
Local: Paris, França
Data: 15 de Março † 1660


O encontro de Luísa de Marillac com Vicente de Paulo, no fim de 1624, determinou uma trajetória diferente no exercício da caridade e na vida religiosa. São Vicente dizia às Filhas da Caridade: “Vocês têm por mosteiro a casa dos enfermos, por cela um quarto alugado, por capela a igreja paroquial, por claustro as ruas da cidade, por clausura a obediência, por grade o temor de Deus, por véu a santa modéstia”. Aí está o perfil de santa Luísa, cofundadora das Filhas da Caridade. São Vicente dizia: “Só Deus sabe a força de alma que ela possui”.

Filha de Luís de Marillac, senhor de Ferrières e conselheiro do Parlamento, teve infância tranquila. Morrendo o pai, ela com 14 anos, foi tirada do colégio e entregue a uma senhorita para que esta completasse a sua educação. Essa jovem, talvez sua mãe, encaminhou-a ao trabalho. Então Luísa conheceu sua origem e sofreu muito. Queria ingressar na vida religiosa, mas os parentes decidiram diversamente. Teve de se casar com o secretário de Maria de Médici. Teve um filho, Miguel. A longa enfermidade do marido e as inúmeras dificuldades financeiras que sobrevieram abalou a harmonia do casal. Estiveram a ponto de separar-se.

Os frequentes contatos com são Francisco de Sales, começados em Paris em 1618, ajudaram-na a superar este período. Depois são Vicente de Paulo associou-a à fundação das Filhas da Caridade. Em 1625 morreu o marido e o filho Miguel entrou no seminário. Luísa pôde receber as primeiras jovens que formaram o primeiro núcleo das Damas da Caridade.

Morreu no dia 15 de março de 1660, poucos meses antes de são Vicente de Paulo, de quem aprendeu o espírito de simplicidade na vida interior e o amor prático. Segundo o santo fundador a santidade é tanto mais autêntica quanto mais escondida. Foi canonizada somente em 1934. João XXIII a declarava a patrona das Assistentes Sociais.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Luísa de Marillac, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil